Cuiabá, Quinta-Feira, 26 de Março de 2026
RESUMO DA SEMANA
11.05.2025 | 08h20 Tamanho do texto A- A+

Caso Nery, operação na Metamat e médico homicida são destaques

Também repercutiram os desdobramentos da Operação Perfídia e a suspensão da eleição do TRE

Reprodução

O empresário César Jorge Sechi; policial civil cumprindo mandado da Operação Poço Sem Fundo; médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello

O empresário César Jorge Sechi; policial civil cumprindo mandado da Operação Poço Sem Fundo; médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello

ANGÉLICA CALLEJAS
DA REDAÇÃO

A semana foi marcada por um importante avanço na investigação do homicídio do advogado Renato Nery, ocorrido em julho passado em Cuiabá. Na sexta-feira (9), os casal de empresários de Primavera do Leste, Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi foram presos temporariamente, por suspeita de encomendarem o crime.

 

As prisões ocorreram após a confissão do policial militar ex-Rotam, Heron Teixeira Pena Vieira, acusado de ser o arquiteto do crime, que está preso desde o dia 7 de março. Após meses em silêncio, o PM entregou os supostos mandantes e confirmou a partipação de seus comparsas. Segundo ele, foram pagos R$ 150 mil pelo homicídio.

 

Ainda no âmbito das operações policiais, na quinta-feira (8), a Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção) deflagrou a Operação Poço Sem Fundo, em Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra, para cumprimento de 226 ordens judiciais contra uma suposta associação criminosa instalada na Metamat (Companhia Mato-Grossense de Mineração).

 

A investigação iniciou após denúncia feita pelo Governo, que identificou que desde 2020, o grupo fraudava a execução de contratos para perfuração de poços artesianos e getou prejuízo de pelo menos R$ 22 milhões. As determinações judiciais miraram seis empresas e 24 pessoas físicas investigadas, dentre elas, 16 são servidores ou ex-servidores, e oito são empresários.

 

Outro caso policial que chocou Mato Grosso, foi o homicídio da adolescente Ketlhyn Vitória de Souza, de 15 anos, na madrugada de sábado (3), em Guarantã do Norte. O namorado dela, o médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos, foi preso preventivamente, na segunda-feira (5), suspeito pela morte.

 

Segundo a Polícia, Ketlhyn foi morta com um disparo na nuca, que atravessou sua cabeça e a levou à morte. Em interrogatório, Bruno Felisberto confessou ter sido o autor do disparo e alegou que estava no carro com a vítima, voltando para casa, e que ambos estavam embriagados.

 

Além desses notícias, também foram muito acessadas as Operação Fake Monster, que investiga uma tentativa de ataque a bomba no show da cantora Lady Gaga, no Rio de Janeiro, desdobramentos da Operação Perfídia, que afastou dois vereadoes de Cuiabá por suspeita de propina, uma rixa política entre a deputada estadual Janaina Riva (MDB) e o Executivo Estadual, o projeto de Lei que dispõe sobre o aumento de deputados, a operação Rent-A-Business, conta sonegação fiscal e a suspensão da eleição no TRE-MT.

 

Confira os destaques:

 

Caso Nery

 

A investigação do homicídio do advogado Renato Nery entrou na fase final. Nesta semana, o policial militar ex-Rotam, Heron Teixeira Pena Vieira, confessou o crime e entregou os mandantes e comparsas. Segundo ele, foram recebidos R$ 150 mil pelo homicídio.

 

Como resultado, a DHPP (Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa) de Cuiabá realizou, na sexta-feira (9), a prisão do casal de empresários de Primavera do Leste, Julinere Goulart Bentos e César Jorge Sechi, pela encomenda do crime.

 

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Operação Poço Sem Fundo

 

A Polícia Civil deflagrou, na quinta-feira (8), a Operação Poço Sem Fundo, em Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra, para cumprimento de 226 ordens judiciais contra uma suposta associação criminosa instalada na Metamat (Companhia Mato-Grossense de Mineração).

 

A investigação, conduzida pela Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção), iniciou após denúncia feita pelo Governo, que identificou que desde o ano de 2020, o grupo fraudava a execução de contratos para perfuração de poços artesianos e getou prejuízo de pelo menos R$ 22 milhões.

 

As determinações judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais da Comarca de Cuiabá contra seis empresas e 24 pessoas físicas investigadas, dentre elas 16 são servidores ou ex-servidores, e oito são empresários.

 

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Médico mata adolescente

 

O médico Bruno Felisberto do Nascimento Tomiello, de 29 anos, foi preso preventivamente, na segunda-feira (5), suspeito pela morte da namorada Ketlhyn Vitória de Souza, de 15 anos, com um tiro na cabeça, na madrugada de sábado (3), em Guarantã do Norte.

 

O disparo atingiu a nuca da adolescente e atravessou a cabeça, o que a levou à morte. Em interrogatório, Bruno Felisberto confessou ter sido o autor do disparo e alegou que estava no carro com a vítima, voltando para casa, e que ambos estavam embriagados.

 

Em dado momento, segundo ele, a adolescente pediu para dirigir e foi para o colo dele. Nesse momento, ele pegou a arma, dizendo acreditar estar desmuniciada, quando houve o disparo.

 

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Operação Fake Monster

 

Um adolescente de 15 anos, morador de Campo Novo do Parecis, foi alvo da Operação Fake Monster, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que investiga o plano de explodir uma bomba durante o show da cantora Lady Gaga, realizado na capital carioca, no sábado (3).

 

O delegado de Campo Novo do Parecis, Alexandre Segreto, revelou que o adolescente negou a participação no plano, mas admitiu que participava de um grupo na plataforma Discord, onde membros promoviam desafios coletivos. Um dos desafios citados pelo adolescente seria o de quebrar veículos em diversas cidades do país.

 

Conforme as investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro, o plano tratado como um "desafio coletivo" tinha como objetivo ganhar notoriedade nas redes sociais e recrutar novos adolescentes para promover ataques integrados.

 

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Operação Perfídia

 

Nos desdobramentos da Operação Perfídia, da Deccor (Delegacia Especializada de Combate à Corrupção), deflagrado na semana passada para cumprimento de mandados judiciais, que resultou no afastamento dos vereadores Chico 2000 (PL) e sargento Joelson (PSB), trouxe novos detalhes da possível participação dos parlamentares.

 

A investigação apura suposto pagamentos de propina referente às obras do Contorno Leste, em Cuiabá, por meio do qual sargento Joelson teria recebido R$ 250 mil para aprovar um projeto de interesse da Construtora HB20, empreiteira responsável pela obra, na Câmara. Ainda conforme o inquérito, Chico 2000 também teria dado o aval às negociações.

 

A matéria de interesse da empreiteira autorizava o município a parcelar dívidas tributárias, medida, que “em tese, facilitaria a liberação de pagamentos pendentes à HB20". Ainda conforme as investigações, logo após a aprovação na Câmara, a empresa recebeu um pagamento de R$ 4,8 milhões da Prefeitura de Cuiabá, o maior valor recebido durante a execução de todo o contrato.

 

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Rixa política

 

A briga pública entre a deputada estadual Janaina Riva (MDB), o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União) e o Governo do Estado ganhou novos contornos nesta última semana, quando a deputada usou o púlpito para afirmar que estava sofrendo perseguição política envolvendo o pagamento de suas emendas parlamentares.

 

A acusação, entretanto, foi negada pelo governador Mauro Mendes (União). Porém, o chefe do Executivo Estadual afirmou ser “natural” Janaina ter ônus de ser uma das últimas a ter as emendas pagas, ao assumir a condição de oposição ao Governo.

 

Diante disso, na quarta-feira (7), a deputada apresentou uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que obriga o Governo do Estado a pagar, até o final do primeiro semestre de cada ano, pelo menos 50% das emendas parlamentares impositivas destinadas à Saúde. 

 

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Aumento de deputados

 

A Câmara aprovou, na noite de terça-feira (6), um projeto de lei complementar que prevê aumentar a quantidade de deputados de 513 para 531, além de redistribuir a divisão de cadeiras entre os estados. A proposta, caso seja aprovada no Senado Federal, deve dar a Mato Grosso mais duas vagas.

 

O projeto tem como objetivo adequar a proporção de força entre os estados de acordo com os dados mais atualizados do Censo de 2022, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), e atende a uma determinação do STF (Supremo Tribunal Federal) para que isso seja feito até 30 de junho.

 

Como efeito cascata, caso o projeto seja aprovado, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso também deve ganhar mais seis cadeiras a partir da nova legislatura (2027-2031) e o Estado chegar ao total de 30 deputados estaduais. Atualmente, são 24.

 

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Operação Rent-A-Business

 

A Defaz (Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública) deflagrou nesta quarta-feira (7) a Operação Rent-A-Business para cumprimento de treze mandados busca e apreensão e outras medidas cautelares contra pessoas físicas e jurídicas investigadas por envolvimento em crimes contra a ordem tributária.

 

Os mandados estão sendo cumpridos em Cuiabá, Sinop, Chapada dos Guimarães, Cláudia, e nas cidades de Novo Progresso (PA), Itapema (SC). A organização criminosa alvo tinha mais de 100 empresas fictícias e sonegou, no mínimo, R$ 100 milhões em tributos, informou a Defaz.

 

Conforme o delegado, o grupo teria estruturado uma rede para que o sonegador não fosse identificado. Essa rede era formada, ainda, por contadores que alugavam seu registro para que as empresas fictícias pudessem emitir as notas, e laranjas em nome dos quais estavam as empresas fantasmas.

 

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Eleição no TRE

 

O Pleno do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou, na quinta-feira (8), a anulação da eleição para a presidência do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, que deverá ter nova eleição.

 

Realizado no dia 29 de abril, o pleito interno definiu que o desembargador Marcos Machado seria presidente da Corte, enquanto a desembargadora Serly Marcondes seria, novamente, vice-presidente e corregedora.


Entretanto, a desembargadora Serly ingressou com uma reclamação na Corregedoria do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) dizendo não poder ser reconduzida ao cargo, por já ter sido, na gestão passada, vice-presidente da Corte. Agora, com a definição do TSE, Serly deve ser conduzida à presidência da Corte.

 

A ministra Isabel Gallotti, corregedora-geral do TSE e relatora do caso, acolheu o apontamento, argumentando que a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional) veda a recondução de cargos. Votaram com a magistrada os ministros Antônio Carlos Ferreira, Floriano de Azevedo Marques, André Ramos Tavares, o vice-presidente Nunes Marques, André Mendonça e a presidente Cármen Lúcia.

 

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