O anúncio do governador Mauro Mendes (União) sobre a proposta para a aquisição definitiva da Santa Casa, em Cuiabá, dado nesta segunda-feira (11), no Palácio Paiaguás, foi um dos destaques da semana.
Outra notícia que repercutiu foi o bate-boca entre a vereadora Maysa Leão (Republicanos) e o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini (PL), na última terça-feira (10), na Câmara Municipal.
Também foram acessadas as matérias sobre a morte de um piloto após a queda de um avião no interior, o bloqueio das contas do supermercado Comper e as prisões de líderes de facção.
Victor Ostetti/MidiaNews
Governador Mauro Mendes anuncia apresentação de proposta para compra de Santa Casa
O governador Mauro Mendes apresentou uma proposta para a aquisição definitiva da Santa Casa, para dar continuidade a serviços como oncologia e nefrologia à população de Mato Grosso. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11), no Palácio Paiaguás.
De acordo com o secretário de Saúde, Gilberto Figueiredo, a oferta apresentada ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) foi de R$ 25 milhões, em parcela única.
Na ocasião, o governador relembrou que, em 2019, o Estado assumiu a unidade após o hospital, de caráter filantrópico, permanecer fechado por 60 dias depois de ser deixado pela antiga gestão da Prefeitura de Cuiabá. À época, o Governo reabriu a Santa Casa e realizou investimentos para retomar os atendimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), destacando o papel da unidade durante a pandemia.
A Justiça do Trabalho determinou o leilão do imóvel, avaliado em R$ 78,2 milhões, para quitar dívidas trabalhistas. As primeiras tentativas de venda não tiveram interessados, e propostas abaixo do valor de avaliação passaram a ser analisadas.
Nos últimos meses, vieram a público ofertas de cerca de R$ 20 milhões e R$ 40 milhões, ainda sob análise judicial. Mas apesar das ofertas, a legislação garante direito de preferência à União, ao Governo do Estado e ao Município de Cuiabá.
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A vereadora Maysa Leão e o prefeito de Cuiabá Abilio Brunini tiveram um bate-boca na manhã desta terça-feira (10), na Câmara Municipal. O embate ocorreu após a parlamentar interromper uma entrevista coletiva concedida pelo chefe do Executivo, quando ele citou um episódio que a envolve durante sua fala.
MidiaNews
Prefeito Abilio Brunini e vereadora Maysa Leão discutem em Câmara Municipal
Maysa entrou na coletiva para pedir explicações sobre declarações feitas pelo prefeito. O tom se elevou, houve troca de acusações, promessa de ação judicial e menção a prevaricação. O confronto durou cerca de 10 minutos e a entrevista foi encerrada.
Momentos antes, Abilio comentava a possibilidade de instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre suposto assédio sexual que resultou na exoneração do então secretário de Trabalho, William Leite de Campos.
Segundo o prefeito, a CPI poderia expor desnecessariamente a suposta vítima, uma ex-servidora da Prefeitura.
Durante a coletiva, Abilio citou o caso de uma adolescente que relatou, em audiência pública promovida por Maysa, ter sofrido abusos do pai em agosto do ano passado. A jovem era assistida pela ONG Lírios, que acolhe mulheres e crianças vítimas de violência doméstica. O episódio gerou desgaste à vereadora.
Ao confrontar o prefeito, Maysa questionou declarações envolvendo seu nome e o de uma assessora. Abilio afirmou que a coordenadora da campanha de 2022 da parlamentar preside a ONG e teria recebido R$ 4 milhões do Ministério da Agricultura e Pecuária, comandado por Carlos Fávaro (PSD). Maysa negou irregularidades, acusou o prefeito de mentir, além de afirmar que irá processá-lo.
A troca de acusações continuou na tribuna, com questionamentos sobre a exposição da adolescente e referências ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Maysa classificou as falas como violência política de gênero e disse que, se houvesse denúncia, o prefeito deveria encaminhá-la ao Ministério Público. Abilio negou ter acusado a vereadora de crime e afirmou que foi ela quem interrompeu a coletiva.
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O piloto Patrick Gabriel Grundler, de 23 anos, morreu após perder o controle do avião agrícola que pilotava e cair no entroncamento das rodovias BR-070 e MT-130, na tarde desta quarta-feira (11), em Primavera do Leste (234 km de Cuiabá).
O acidente ocorreu por volta das 13h30. Vídeos divulgados nas redes sociais e imagens de circuito interno de segurança mostram o momento em que a aeronave de pulverização perdeu sustentação, atingiu a pista e foi arrastada até parar. Com a força do impacto, a hélice foi arrancada.
O Corpo de Bombeiros foi acionado para prestar socorro mas, quando a equipe chegou ao local, junto com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o piloto já estava sem vida.
Os bombeiros realizaram a segurança da área e isolaram o local, restringindo o acesso de pessoas. Ainda não há informações sobre as causas do acidente.
A Polícia Civil e a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) foram acionadas e devem conduzir as investigações para apurar as circunstâncias da queda da aeronave.
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O prefeito Abilio Brunini afirmou que pretende enviar ainda este ano à Câmara Municipal um projeto de lei para extinguir a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP). Segundo ele, a principal justificativa é a economia de recursos diante da grave situação financeira do órgão, que acumula mais de R$ 200 milhões em dívidas trabalhistas.
Yasmin Silva/MidiaNews
Prefeito Abilio Brunini pretende extinguir Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP)
De acordo com o prefeito, a empresa, responsável pela administração do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e do Hospital São Benedito, deixou de pagar verbas rescisórias, FGTS e INSS de ex-funcionários.
“É por economia. A Empresa Cuiabana de Saúde Pública, que administra o HMC e o São Benedito, está com mais de R$ 200 milhões de dívidas trabalhistas”, afirmou.
Ele também citou débitos com o Governo Federal, o que, segundo afirmou, inviabiliza a regularização administrativa e financeira da instituição.
Abilio declarou ainda que a situação compromete a continuidade dos serviços prestados nas duas unidades hospitalares.
Com a extinção, a gestão dos hospitais será transferida para a Secretaria Municipal de Saúde, atualmente a única mantenedora da empresa, conforme o prefeito. Ele informou que será nomeado um liquidante para conduzir o encerramento formal da ECSP e que novas aquisições de serviços, insumos e medicamentos passarão a ser feitas diretamente pela Secretaria.
Além da ECSP, o prefeito afirmou que também pretende encaminhar projeto para extinguir a Limpurb (Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana). A proposta é transformar a estrutura em Secretaria de Serviços Urbanos, mantendo as mesmas atribuições, como contratação de empresas terceirizadas para limpeza, manutenção de iluminação pública e coleta de lixo.
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A Justiça de Mato Grosso determinou o bloqueio de R$ 1,73 milhão das contas bancárias da rede de supermercados Comper, referentes a valores de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cobrados pela Energisa Mato Grosso. A decisão foi assinada pelo juiz Gilberto Lopes Bussiki, da 9ª Vara Cível de Cuiabá.
Reprodução
Comper possui dívida milionária
Nos autos, a Energisa alegou que recolheu o ICMS incidente sobre o fornecimento de energia que seria de responsabilidade da rede de supermercados. Ela solicitou ressarcimento de R$ 1,9 milhão, e a concessionária afirmou que o valor atualizado chegou a R$ 2,9 milhões.

O Comper contestou o montante, sob argumento de cobrança excessiva pela cumulação da taxa Selic com juros. A empresa sustentou que a Selic já engloba juros e correção monetária e reconheceu como devido o valor de R$ 1,5 milhão.
Ao analisar o caso, o magistrado afirmou que o Tribunal de Justiça de Mato Grosso manteve a decisão que determinou o pagamento do valor incontroverso, acrescido de multa e honorários.
“Nesse contexto, considerando o descumprimento da ordem judicial e a ausência de depósito do valor incontroverso, impõe-se a adoção de medidas constritivas para garantir a satisfação do crédito exequendo, nos termos do art. 854 do CPC”, registrou o juiz.
Ele também observou que a empresa apresentou seguro garantia judicial em vez de efetuar o pagamento imediato. “Posto isso, determino: A realização de bloqueio via sistema SISBAJUD nas contas bancárias da executada Comati Comercial de Alimentos Ltda, no valor total de R$ 1.733.655,74 (...), correspondente ao valor incontroverso e honorários previstos no art. 523 do CPC”, escreveu.
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A Justiça de Mato Grosso marcou a primeira e a segunda praças do leilão da mansão do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, filho do ex-deputado federal Carlos Bezerra (MDB), avaliada em R$ 7,5 milhões, para os dias 25 e 26 de março. O imóvel foi penhorado em ação de cobrança movida pela Pontual Factoring Fomento Mercantil Ltda., referente a dívida contraída em 2015.
Conhecido como Carlinhos, o empresário é réu confesso pelo assassinato da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, William Cesar Moreno, ocorrido em 18 de janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá, e está está preso.
A decisão que autorizou o leilão é assinada pela juíza Olinda de Quadros Altomare, da 11ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada nesta quarta-feira (11). No despacho, a magistrada determinou que a credora apresente, no prazo de 15 dias, a certidão de matrícula atualizada do imóvel, sob pena de suspensão do leilão.
“Cumpridas as formalidades legais, autorizo a realização do leilão judicial nas datas designadas. Após a arrematação, tornem conclusos para homologação”, registrou.

Localizada no bairro Santa Rosa, área nobre da Capital, a mansão possui três salas, cozinha, quatro suítes, quatro banheiros, duas piscinas, quiosque com churrasqueira, sauna, academia, sala de jogos, sala de oração e piso em granito.
Em dezembro do ano passado, o empresário tentou impedir a penhora ao alegar que o imóvel seria bem de família, argumento rejeitado pela magistrada por falta de comprovação.
Segundo a decisão, o executado não demonstrou que reside no imóvel ou que a mãe, apontada como moradora, dependa economicamente dele. A juíza também afastou alegação de excesso de execução e manteve a penhora diante da ausência de indicação de outros bens.
“O princípio da menor onerosidade (art. 805 do CPC) não pode servir de escudo para a inadimplência”, destacou.
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Apontado como braço direito do principal alvo da Operação Imperium, A.A.S.N. foi preso pela Polícia Civil de Mato Grosso após ser localizado no Rio de Janeiro (RJ), nesta terça-feira (10). Juntamente com o suspeito, foram apreendidas uma BMW e uma caminhonete Chevrolet S-10.
Deflagrada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), a operação tem como objetivo a asfixia financeira de um dos núcleos de facção criminosa atuante na região sul de Mato Grosso. A prisão contou com apoio da Polícia Civil do Rio de Janeiro, dentro de parceria entre as instituições.
O suspeito foi localizado em um momento de lazer, em uma conveniência em frente à Praia do Recreio, e abordado por policiais armados. Vídeo gravado pela corporação fluminense mostra o momento da prisão.
Segundo as investigações, A.A.S.N. era o principal executor das ordens do líder da facção, Gilmar Reis da Silva, conhecido como “Vovozona”, que segue foragido. Ele seria responsável por repassar valores entre integrantes do grupo e a liderança, atuando como contador e prestador de contas.
O investigado também adquiria e transportava veículos de luxo para o Rio de Janeiro, onde seriam utilizados pelo líder criminoso. A BMW apreendida estava registrada em nome de uma empresa cuja sócia-proprietária é apontada como operadora financeira da facção, presa no Paraná.
Além de ser considerado braço direito do líder, A.A.S.N. possui condenação por tráfico de drogas e mantém empresa registrada em Lucas do Rio Verde, que, segundo a Polícia, não existe fisicamente. As apurações indicam indícios de uso de documentos falsos e lavagem de dinheiro estruturada pela organização criminosa.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, a prisão e a apreensão de bens atingem diretamente o objetivo da operação, que é enfraquecer o poder financeiro do grupo criminoso, seja por meio da preservação de patrimônio, seja pelo bloqueio de valores.
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As vereadoras Paula Calil (PL), Dr. Mara (Podemos), Michelly Alencar (União) e Katiúscia Manteli (PSB) registraram boletim de ocorrência contra Rafaell Milas de Oliveira, apresentador do podcast Tudo Menos Política, por violência política de gênero, injúria e difamação.
Vereadoras acusam apresentador de violência de gênero
A denúncia foi formalizada na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá.
O registro ocorreu após a divulgação de um vídeo nas redes sociais com ataques direcionados às parlamentares. Segundo o boletim, Rafaell afirmou haver um “silêncio ensurdecedor da maior bancada feminina” da Câmara de Cuiabá, se referindo à denúncia de suposto assédio envolvendo o ex-secretário municipal de Trabalho, William Leite.
Publicado em 9 de fevereiro, o vídeo ultrapassou 10 mil visualizações, além de registrar curtidas, comentários e compartilhamentos.
As vereadoras afirmaram, no boletim, que o apresentador teria ultrapassado os limites da crítica política, adotando “tom de escárnio e menosprezo” ao se referir nominalmente a elas.
Ainda conforme o documento, o conteúdo utilizou imagens retiradas das redes sociais das parlamentares com o objetivo de ridicularização pública, além de insinuações de condutas irregulares sem apresentação de provas.
As vereadoras afirmam que houve reiterada afirmação de que o autor “odeia quem faz dancinha”, associando de forma pejorativa a expressão às denunciantes.
O documento também aponta o uso de termos como “quietinhas”, “videozinho”, “dancinha” e “rostinho bonito”, além da afirmação de que estariam “sambando na cara da sociedade” e não exerceriam trabalho parlamentar sério.
A ocorrência foi encaminhada à Polícia Civil, com comunicação ao Ministério Público, e o caso pode se enquadrar na Lei nº 14.192/2021, que trata da violência política contra a mulher, além de dispositivos do Código Penal.
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