A Polícia Federal apresentou a avaliação técnica das oito bolsas da empresária Camila Nunes Guimarães Kuhn que foram apreendidas na Operação Miasma, deflagrada em maio. No total, elas valem R$ 79,5 mil.

Camila é esposa do piloto Ernani Rezende Kuhn, sobrinho da primeira-dama de Cuiabá, Marcia Pinheiro.
Tanto ela quanto o marido foram alvos de busca e apreensão na operação, que investigou um suposto esquema de desvio de dinheiro na Saúde da Capital.
A avaliação técnica das bolsas foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF), após Camila pedir à Justiça a devolução delas. A lista traz duas bolsas da Chanel, três da Gucci, uma da Hermès, uma da Christian Dior e uma da Prada.
No documento, o delegado Charles Vinicius de Cabral Motta explicou que a avaliação foi feita de maneira "marcadamente conservadora", diante do fato de as bolsas serem usadas, o que traz dificuldades técnicas para a mensuração de seu real preço.
"A título de exemplo, a documentação apresentada pela peticionante traz o custo de aquisição de uma das bolsas apreendidas, no caso, a “women bags lady dior s lambskin”, que teria custado € 4.100,00, cerca de R$ 25.000,00, sem contabilizar spread, taxas e impostos relativos ao câmbio, bem como os pingentes adicionais. Ao que tudo indica, o mesmo objeto foi avaliado pela perícia técnica em R$ 10.000,00", escreveu.
O delegado ainda opiniou pela liberação das bolsas por considerar que são "irrelevantes" para o processo.
"Conclusivamente, sob o ponto de vista probatório, a manutenção da custódia é irrelevante, tendo em vista que o fato constatado, por ocasião do cumprimento do Mandado de Busca e Apreensão, já está devidamente documentado nos autos. Entretanto, indispensável que o Ministério Público Federal, na condição de titular da ação penal, se manifeste sobre a utilidade da apreensão para os fins do art. 91 do Código Penal", afirmou.
A operação
Também foram alvos da operação o irmão da primeira-dama, Antonio Ernani Rezende Kuhn, e a esposa dele, Claudeny Martins Rezende Kuhn. Eles são pais de Ernani.
Segundo as investigações da PF, os parentes de Márcia Pinheiro são donos da SMT Transportes e Veículos Especiais, que recebeu mais de R$ 3 milhões da Secretaria de Saúde de Cuiabá para locação de vans e ambulâncias durante a pandemia da Covid 19.
No entando, a empresa possuía apenas um Fusca ano 1986 e uma Kombi 2013.
Além dos contratos envolvendo a SMT Transportes, a operação ainda apura a contratação de empresa para o fornecimento de software de gestão documental, por valor aproximado de R$ 14 milhões.
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