A delegada Layssa Crisóstomo de Paula Leal, da Delegacia de Sorriso, afirmou que o investigador Manoel Batista da Silva, de 52 anos, mentiu em depoimento e acreditava que os exames periciais de confronto de DNA não apontariam a presença de seu material genético.

Manoel foi acusado de estuprar uma detenta de 24 anos dentro da delegacia, enquanto estava de plantão. A Polícia Civil concluiu o inquérito do caso e indiciou o servidor por estupro e abuso de autoridade, após exames periciais confirmarem o crime.
O investigador foi preso no dia 1º de fevereiro de 2026, e os abusos aconteceram quase dois meses antes, nos dias 9 e 10 de dezembro de 2025.
“Infelizmente, a gente percebe que nós temos criminosos dentro da nossa própria instituição e isso é muito triste”, disse a delegada em entrevista ao Domingo Espetacular, da RecordTV.
Segundo a delegada, Manoel cometeu o crime no alojamento da delegacia, quarto usado para o descanso dos policiais, em um período em que a unidade estava “mais vulnerável”, contando apenas com os policiais plantonistas no local.
Em seu depoimento, Manoel disse ter tirado a detenta da cela a pedido dela para levá-la ao banheiro.
“Na verdade, eu a tirei da cela porque ela me pediu, pois queria fazer suas necessidades. Até me arrependo do que fiz, mas agi por causa das condições da cela, que estavam todas entupidas. Caí na tentação de retirá-la para isso, achando que estaria ajudando”, disse Manoel, em depoimento.
Em outro trecho ele negou ter cometido o crime e se disponibilizou a fornecer material genético para confronto com o material coletado da vítima.
“O fato aconteceu numa terça e o material coletado da vítima foi na sexta. Então ele achou que nesse lapso temporal não seria possível constatar”, explicou a delegada.
Segundo Layssa, o investigador só confessou ter cometido o crime no momento da prisão.
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