O médico e empresário Carlos Alberto Azevedo Silva Filho, que assassinou a tiros dois outros médicos na noite da última sexta-feira (16), no bairro Alphaville Plus, em Barueri (SP), possui contratos que ultrapassam R$ 8 milhões com a Secretaria de Estado de Saúde (SES).
Carlos Alberto, que foi preso em flagrante, é diretor-presidente da empresa Cirmed Serviços Médicos, que presta assistência e atendimento médico.
A Cirmed tem atuação em hospitais públicos de diversos estados. Em Mato Grosso, presta serviços nos hospitais regionais de Sorriso, Rondonópolis, Alta Floresta, Sinop e Colíder, além do CIAPS Adauto Botelho.
O contrato de maior valor entre o Estado e a empresa refere-se ao Hospital Regional de Rondonópolis, no montante de R$ 4 milhões, firmado em março do ano passado.
O contrato prevê a contratação de 10 médicos, sendo profissionais plantonistas e de rotina, com especialização em medicina intensiva adulta.
Já o contrato firmado para a prestação de serviços no CIAPS Adauto Botelho prevê a oferta de médicos clínicos gerais e profissionais qualificados para atender às demandas da unidade entre julho de 2025 e julho de 2026, no valor de R$ 2 milhões.
Na contratação realizada para a prestação de serviços no Hospital Regional de Sorriso, o contrato está avaliado em R$ 1.710.500,00 e prevê a contratação de 3 profissionais qualificados para a prestação de serviços médicos na área de medicina intensiva adulta, sendo dois profissionais plantonistas e um profissional diário/rotineiro, que atuaria como responsável técnico da unidade intensiva.
Entre os contratos disponíveis no Portal da Transparência da Secretaria de Estado de Saúde, há um documento firmado em janeiro deste ano para a contratação de empresas especializadas na prestação de serviços médicos na área de nefrologia, que não está disponível para consulta pública.
O crime
Carlos Alberto é acusado de matar a tiros os médicos Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinícius dos Santos Oliveira, de 35 anos. Imagens de câmeras de segurança registraram a confusão em um bar da cidade de Barueri (SP).
Nas imagens, Carlos entra no estabelecimento, cumprimenta as vítimas e, após alguns minutos, inicia uma discussão com elas.
Uma equipe da Guarda Municipal de Barueri foi acionada e, após revista em Carlos, constatou que ele não estava armado. Contudo, após a abordagem das forças de segurança, Carlos sacou uma arma e efetuou disparos contra as vítimas.
Segundo apurações do delegado Andreas Schiffmann, da Polícia Civil de São Paulo, Carlos possuía desentendimentos antigos com o médico Luís Pellegrini.
A hipótese levantada durante as apurações é de que havia disputas por contratos e licitações na área da saúde.
Não há informações, no entanto, se o médico disputou com Carlos os contratos firmados com o Governo de Mato Grosso.
O que diz a Cirmed
Por meio de nota encaminhada à imprensa, a empresa Cirmed afirmou que a ação de Carlos é de cunho individual e não reflete os valores da instituição.
“A empresa esclarece que o ocorrido não corresponde aos valores e princípios da instituição. Os fatos pessoais e isolados do sócio não se confundem com suas atividades institucionais, assistenciais, operações, contratos ou rotinas internas”, informou a Cirmed Brasil.
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