A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, cobrou explicações e mudanças no sistema de Justiça ao se manifestar sobre a morte da idosa Ilmis Dalmis Mendes da Conceição, de 71 anos, atropelada nesta terça-feira (20), na Avenida da FEB, em Várzea Grande, pelo advogado Paulo Roberto Gomes dos Santos.

O suspeito já havia sido condenado pela morte da amante, decapitada em Juscimeira, e pelo assassinato de um delegado no Rio de Janeiro, morto a tiros.
“É difícil acreditar que um homem com um histórico tão grave estivesse em liberdade. Como uma pessoa dessa periculosidade estava solta? Essa é uma pergunta que toda a sociedade precisa fazer”, declarou.
Virginia Mendes prestou solidariedade à família da vítima e destacou o impacto humano irreparável causado pela violência.
“Meu coração está com a família dessa senhora. Nenhuma palavra é capaz de aliviar uma dor como essa, mas peço a Deus que conforte o coração de cada familiar e dê força para atravessar esse momento tão difícil”, afirmou.
A primeira-dama questionou as brechas do sistema penal brasileiro e a sensação de insegurança gerada por decisões judiciais.
Virginia Mendes também ressaltou que a legislação brasileira ainda segue um Código Penal antigo, de 1940, que já não acompanha a realidade atual nem garante a proteção necessária à população. Segundo ela, a falta de atualização das leis reforça a percepção de impunidade.
“Temos leis antigas, que não protegem as pessoas como deveriam. A sensação de estarmos sempre enxugando gelo é muito triste. Enquanto isso não mudar, cenas como essa infelizmente vão continuar se repetindo”, concluiu.
O advogado foi condenado a 19 anos de prisão em 2007 por matar a amante, a estudante de fisioterapia Rosimeire Maria da Silva, de 25 anos. O crime aconteceu na noite do dia 13 de abril de 2004 no município de Juscimeira.
À época do crime, Paulo usava o nome falso de Francisco Vaccani e já era procurado pela Polícia por ter matado com um tiro na nuca o delegado Eduardo da Rocha Coelho, em 1998, no Rio de Janeiro.
O crime ocorreu durante uma discussão na viatura da Polícia. Paulo, que era policial civil, estava no banco de trás do veículo. Ele foi preso em flagrante pelo colega de serviço e encaminhado à Polinter da cidade de Araruama, mas fugiu, vindo para Mato Grosso. Ele foi condenado, em 2006, a 13 anos de prisão.
O caso
Paulo dirigia a Fiat Toro que atropelou a idosa Ilmis Mendes e lançou seu corpo para a pista contrária, fazendo com que ela fosse atropelada novamente e tivesse seu corpo partido ao meio.
Ele foi interceptado após fugir do local por um policial que estava à paisana e presenciou o acidente.
Conforme a Guarda Municipal, o acidente aconteceu em frente à concessionária Fiat Domani. Os restos mortais da vítima ficaram espalhados pela pista, com as pernas para um lado e o tronco para o outro.
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1 Comentário(s).
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| Cido vieira 21.01.26 17h47 | ||||
| Muito trágica e triste o acontecimento!!! Mas no brasil quem escreve de batom numa estátua pega 17 anos e um indivíduo desse tá solto !!!! | ||||
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