Cuiabá, Sábado, 7 de Fevereiro de 2026
GUERRA DE SIGLAS
07.02.2026 | 17h00 Tamanho do texto A- A+

“Troca partidária é igual corvo em cima de carniça”, diz Sachetti

Ele criticou a falta de fidelidade partidária e o troca-troca nos partidos em que se transformou a política

Divulgação

Adilton Sachetti criticou o troca-troca partidário que fragiliza os partidos

Adilton Sachetti criticou o troca-troca partidário que fragiliza os partidos

JONAS DA SILVA
DA REDAÇÃO

O presidente do Republicanos, ex-deputado federal Adilton Sachetti, comparou a janela partidária — período para troca de filiação entre os partidos, que se inicia em cerca de um mês — a uma verdadeira guerra de sobrevivência das siglas.

 

Não dá para anunciar um nome, porque, se eu anuncio, a turma vai igual corvo em cima da carniça para tentar buscar”

“Não dá para anunciar um nome, porque, se eu anuncio, a turma vai igual corvo em cima da carniça para tentar buscar”, ironizou, em entrevista ao MidiaNews, ao falar sobre a cota feminina na formação das chapas.

 

“Porque todo mundo quer mulher, né?”. Apesar disso, ele afirmou esperar a chegada de novos filiados ao partido durante o período.

 

Sachetti criticou a falta de fidelidade partidária e o constante troca-troca de legendas que, segundo ele, passou a marcar a política brasileira, mesmo com as brechas previstas na legislação. A formação de chapas para deputado estadual e federal, avaliou, tornou-se um desafio para os partidos.

 

A chamada janela partidária é uma exceção prevista na legislação eleitoral que permite a deputados estaduais e federais eleitos em 2022 mudarem de partido sem perda do mandato.

 

Resistência partidária

 

Segundo Adilton, a janela partidária funciona como um verdadeiro teste de resistência para as legendas às vésperas da eleição de outubro.

 

“Hoje, como os partidos ficaram fragilizados, a história de partido virou um troca-troca, sem compromisso. O candidato olha a melhor opção para ele, e não para o partido”, avaliou.

 

Ele afirmou que a política está cada vez mais centrada na projeção individual dos candidatos, em detrimento do fortalecimento das siglas.

 

“O candidato não pensa no grupo partidário, pensa nele. E é natural, porque ele vai buscar onde tem mais chance de se eleger”, lamentou, ao comentar a contradição da vida partidária.

 

Mesmo diante desse cenário, Sachetti disputa com o MDB a filiação do deputado federal Juarez Costa para compor a chapa do Republicanos à Câmara Federal.

 

“Mas eu espero que ele venha para o Republicanos. Estou torcendo para ele vir”, desconversou.

 

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