O presidente do Republicanos, ex-deputado federal Adilton Sachetti, comparou a janela partidária — período para troca de filiação entre os partidos, que se inicia em cerca de um mês — a uma verdadeira guerra de sobrevivência das siglas.

“Não dá para anunciar um nome, porque, se eu anuncio, a turma vai igual corvo em cima da carniça para tentar buscar”, ironizou, em entrevista ao MidiaNews, ao falar sobre a cota feminina na formação das chapas.
“Porque todo mundo quer mulher, né?”. Apesar disso, ele afirmou esperar a chegada de novos filiados ao partido durante o período.
Sachetti criticou a falta de fidelidade partidária e o constante troca-troca de legendas que, segundo ele, passou a marcar a política brasileira, mesmo com as brechas previstas na legislação. A formação de chapas para deputado estadual e federal, avaliou, tornou-se um desafio para os partidos.
A chamada janela partidária é uma exceção prevista na legislação eleitoral que permite a deputados estaduais e federais eleitos em 2022 mudarem de partido sem perda do mandato.
Resistência partidária
Segundo Adilton, a janela partidária funciona como um verdadeiro teste de resistência para as legendas às vésperas da eleição de outubro.
“Hoje, como os partidos ficaram fragilizados, a história de partido virou um troca-troca, sem compromisso. O candidato olha a melhor opção para ele, e não para o partido”, avaliou.
Ele afirmou que a política está cada vez mais centrada na projeção individual dos candidatos, em detrimento do fortalecimento das siglas.
“O candidato não pensa no grupo partidário, pensa nele. E é natural, porque ele vai buscar onde tem mais chance de se eleger”, lamentou, ao comentar a contradição da vida partidária.
Mesmo diante desse cenário, Sachetti disputa com o MDB a filiação do deputado federal Juarez Costa para compor a chapa do Republicanos à Câmara Federal.
“Mas eu espero que ele venha para o Republicanos. Estou torcendo para ele vir”, desconversou.
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