O vereador Tenente Dias (Cidadania), presidente da CPI que investiga o processo de licitação do estacionamento rotativo de Cuiabá, vencido pela empresa CS Mobi, defendeu a importância das investigações, que devem entrar na fase de oitivas.

Segundo o parlamentar, a população quer entender porque pareceres técnicos de servidores efetivos teriam sido ignorados durante a montagem do edital, o que supostamente favoreceu a empresa.
“Nós precisamos saber como se deu essa licitação, porque o contrato já foi investigado. Agora, e a licitação? Por que pareceres de profissionais efetivos da Prefeitura foram ignorados? Como que se deu essa licitação?”, questionou em fala à imprensa.
A investigação busca descobrir se houve direcionamento para beneficiar a concessionária, que administra o estacionamento rotativo e outros serviços na Capital. Em 2025, outra CPI investigou o contrato entre a Prefeitura e CS Mobi.
Formato online
Apesar de a Câmara Municipal passar por um período de reforma até o fim de fevereiro, o que levará as sessões ao formato home office, o presidente da CPI garantiu que o ritmo das apurações não será afetado.
Pelo contrário, Dias argumenta que a mudança logística permitirá mais tempo para a análise técnica de dados e documentos.
"De forma alguma vai atrapalhar. Teremos mais tempo ainda para fazer essa investigação séria, baseada em dados, e dar uma resposta para a população", pontuou.
Dias também confirmou que as primeiras oitivas já estão agendadas para esta semana, entretanto, não adiantou nomes de quem será ouvido.
A CPI será comandada por ele, que foi o autor da Comissão, e composta pelos vereadores Dilemário Alencar (União), que será o relator, e Dra. Mara (Podemos), como membro.
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1 Comentário(s).
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| Benedito da costa 19.02.26 08h24 | ||||
| Na verdade o ideal é romper o contrato sempre que for detectado irregularidades. Os contratos formados com a administração municipal tem que haver cláusulas de rompimento em casos de falhas, vícios, favorecimentos, dolo, má fé. Pois sempre esses contratos compõe dispositivo de difícil desconstituição que a prefeitura possa romper unilateralmente. Isso geralmente é feito com base nas negociações chamadas de interesses particulares escusos. | ||||
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