O produtor rural Eraí Maggi Scheffer foi intimado, por meio de dois Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), assinados com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a promover a recuperação de Áreas de Preservação Permanente Degradadas (APPD), em fazendas de suas propriedade, em Mato Grosso.
No total, o “rei da soja” – título que ganhou em 2011 e que era do seu primo, o senador Blairo Maggi (PR) – deverá recuperar 55 hectares, mediante a execução do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), que terá um custo estimado total de R$ 111 mil.
Apesar de os TACs terem sido assinados no final do ano passado, ambos foram publicados no Diário Oficial Estado que circulou na segunda-feira (16).
Uma das áreas a serem recuperadas por Eraí Maggi tem 6 hectares e pertencem à Fazenda Sapezal, localizada no município de mesmo nome (480 km a Noroeste de Cuiabá). A previsão para término da execução do PRAD, com custo estimado de R$ 39 mil, é em 2018. Além dele, Elusmar Maggi Scheffer também assinou o acordo.
Já a outra área a ser recuperada totaliza 48 hectares (total de 18 áreas degradadas) e pertence às fazendas Água Azul e Água Azul III, em Campo Verde (140 km ao Sul de Cuiabá), e deve ser recuperada até o ano de 2019. O custo estimado para recuperação dessas áreas, segundo consta no TAC, é de R$ 72 mil. Assinaram o Termo, além de Eraí, Elusmar Maggi Scheffer, Fernando Maggi Scheffer e José Maria Bortoli.
Essa não é a primeira vez que o empresário é convidado a assinar um Termo para recuperação de áreas degradadas. O produtor rural - que foi eleito pela revista Época como um dos 100 brasileiros mais influentes de 2011 – integra uma lista de nomes, conhecidos no setor empresarial e no meio político, que assinaram TACs para regularizar áreas localizadas em várias regiões do Estado.
Consta nos TACs que Maggi deverá suspender todas as atividades econômicas que possam comprometer a regeneração das áreas citadas, sob pena de arcar com multa (por hectare de APPD) de R$ 5 mil, atualizada em 1% ao mês e com correções monetárias.
Além disso, o produtor deverá arcar com os custos das vistorias a serem realizadas por técnicos ambientais e enviar relatórios técnicos anuais de recuperação da área.
Caso descumpra os termos do acordo, Maggi poderá ter o Cadastro Ambiental Rural (CAR) suspenso, bem como o cancelamento da Licença Ambiental Única (LAU) dessas áreas e demais autorizações concedidas pela Sema.
Vale ressaltar que os termos assinados pelos proprietários e pela secretária-adjunta de Mudanças Climáticas da Sema, Suely de Fátima Menegon Bertoldi, têm por objetivo regularizar a situação ambiental dos imóveis rurais.
Muitas vezes, o termo assinado visa à correção de áreas antigas degradadas, mas também podem ser resultados de ações de fiscalização que detectaram desmatamentos ilegais – quando o corte da mata local superou o tamanho legalmente permitido.
Outro lado
O produtor Eraí Maggi não foi localizado pela reportagem para falar sobre os acordos com a Sema.
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8 Comentário(s).
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| nelson 17.04.12 20h31 |
| nelson, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas |
| Nelson 17.04.12 18h37 | ||||
| Os ajustamentos de conduta firmados nos TACs não representam a real situação da degradação nas propriedades mas somente das matas ciliares. O cadastramento é declaratório e a analise da SEMA muito superficial.O capitulo sobre a conservação dos solos do código ambiental de MT lei complementar 38 de 1995 não é observado. Tem rios como o Celeste , Verde, Mortes,Teles Pires, Cuiabá etc com a calha entupida de sedimento dos por falta de cuidado na conservação dos solos. O Sepotuba, Juruena, Sangue, Arinos, etc estão com os estoques de peixe comprometidos.O CAR é só pros produtores conseguirem financiamentos pras lavouras nas fazendas sem cadastros e licenciamento. É só ver o mapa CAR nas regiões produtoras que tem verdadeiras lacunas de áreas em produção sem licenciamento e a SEMA finge que fiscaliza. | ||||
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| OTAVIO 17.04.12 16h46 | ||||
| 55 hectares de uma propriedade de mais de 200 mil hectres. SOSSEGA SEMA. POR QUE VOCES NÃO ELOGIAM QUE HÁ 199 MIL HECTARES SEM NADA DEGRADADO. MAS ISTO NÃO DA VOTO NÃO DÁ IBOPE. | ||||
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| Marcos 17.04.12 14h00 |
| Marcos, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas |
| PADILHA SORRISO MT 17.04.12 12h10 | ||||
| 55HECTARES OU 55MIL HECTARES PQ É MUITO DINHEIRO PARA POUCAS HECTARES. ABRAÇOS | ||||
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