O nome do ex-governador Blairo Maggi (PP), de 69 anos, na lista de maiores bilionários do Brasil, foi um dos destaques desta semana. A informação foi divulgada por um levantamento da Revista Forbes, nesta terça-feira (10).
O ex-governador ocupa a 51ª colocação, com um patrimônio avaliado em US$ 1,4 bilhão. Ele é filho de cofundadores do Grupo André Maggi (hoje grupo Amaggi), em 1977.
Os empresários Itamar Locks e Hugo de Carvalho Ribeiro, cunhados de Maggi, também integram a lista, com US$ 1,4 bilhão e US$ 1,3 bilhão, respectivamente.
Outra notícia que repercutiu na semana foi a de trocas no Palácio Alencastro, confirmadas pelo prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini. Os secretários de Educação, Amauri Monge, de Saúde, Daniele Carmona, e o de Planejamento Estratégico, Murilo Bianchini, já confirmaram saída até o final de março.
Além disso, outros dois secretários também devem deixar suas pastas, mas ainda não tiveram os nomes divulgados.
Esses e outros acontecimentos, como o de um homem que estuprou e matou a própria irmã, e de prefeita envolvida em desvio de recursos foram destaques.
Blairo na lista da Forbes
Helder Faria/ALMT
Blairo Maggi está na lista de bilionários da Forbes
Aos 69 anos, o ex-governador Blairo Maggi integrou a lista dos maiores bilionários do Brasil, conforme o levantamento mais recente da Revista Forbes, divulgado nesta terça-feira (10). Atualmente, ele ocupa a 51ª posição no ranking nacional, com um patrimônio líquido estimado em US$ 1,4 bilhão. Quando convertida para a moeda brasileira (considerando o câmbio de R$ 5,15), sua riqueza atinge R$ 7,21 bilhões.
Ele é empresário do Grupo Amaggi, fundado em 1977 por seus pais, André e Lucia Maggi. Hoje, além da tradicional produção de grãos, o conglomerado opera em setores estratégicos como geração de energia e logística de navegação.
Blairo também construiu uma carreira política de peso no cenário nacional e estadual. Ele comandou o estado de Mato Grosso como governador entre 2003 e 2010, seguiu para o Senado Federal, onde atuou por oito anos, e encerrou seu ciclo público mais recente como Ministro da Agricultura durante a presidência de Michel Temer.
O levantamento também destaca os cunhados de Maggi, Itamar Locks e Hugo de Carvalho Ribeiro, que figuram na lista de bilionários com fortunas de US$ 1,4 bilhão e US$ 1,3 bilhão, respectivamente. Ambos possuem forte ligação com o quadro societário da Amaggi, sendo que Hugo ganhou notoriedade extra em 2022 ao realizar uma doação milionária para a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro.
Leia mais:
Blairo e cunhados integram lista de bilionários da Forbes de 2026
Trocas na Prefeitura
Victor Ostetti/MidiaNews
Os secretários Amauri Monge, Daniele Carmona e Murilo Bianchini: de saída do Alencastro
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, confirmou que sua gestão passará por uma reforma administrativa com a saída de cinco secretários até o final de março. O movimento atende ao prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para que ocupantes de cargos públicos deixem suas funções caso pretendam disputar as eleições de outubro ou se envolver diretamente em campanhas.
Embora o prefeito tenha antecipado o número total de baixas, os substitutos para essas pastas ainda não foram anunciados oficialmente.
Entre os nomes que já comunicaram o desligamento estão os secretários Amauri Monge, da Educação, Daniele Carmona, da Saúde e Murilo Bianchini, do Planejamento Estratégico. O destino desses gestores já começa a ser desenhado nos bastidores, com foco em coordenações estratégicas de campanhas majoritárias e proporcionais.
Outros dois integrantes do Alencastro que também vão sair, não tiveram a identidade revelada.
Leia mais:
Três pedem para deixar staff; Abilio diz que sairão mais dois
Homem estupra e mata irmã adolescente
Marcos Pereira Soares, de 23 anos, foi preso em Cuiabá, nesta quarta-feira (11), suspeito de estuprar e matar a própria irmã, uma adolescente de 17 anos, no bairro Três Barras. De acordo com as investigações, ele teria assassinado a jovem jogado o corpo em um córrego localizado, nos fundos de sua residência.
A adolescente estava desaparecida desde terça-feira (10). Segundo a Polícia Militar, o corpo estava submerso na água, com as mãos e os pés amarrados a uma raiz de árvore e uma pedra grande posicionada nas costas.
A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) informou que a vítima foi localizada nua, envolta em um lençol e com os pés amarrados, além de apresentar indícios de violência sexual e tortura. As roupas que ela teria usado antes do crime foram apreendidas na casa onde o suspeito morava e serão submetidas à perícia.
A delegada Jéssica Cristina de Assis afirmou que o comportamento do suspeito é compatível com o de um possível criminoso sexual em série.
Conforme a investigação, Marcos teria ido até a casa da irmã dizendo que precisava de ajuda para resolver um assunto relacionado à mãe. O marido da vítima confirmou essa versão em depoimento. A principal linha de apuração indica que o crime foi premeditado.
O suspeito foi localizado por policiais militares caminhando na Avenida Brasil, no bairro CPA II, próximo a uma papelaria. Após a abordagem, ele foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde negou o crime e apresentou versões contraditórias.
Ele passou por audiência de custódia e teve a prisão temporária decretada pela Justiça na tarde desta quinta-feira (12). A decisão foi tomada pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 14ª Vara Criminal de Cuiabá.
Marcos cometeu o crime dias após sair do presídio. Ele teve a prisão preventiva revogada em um processo de violência doméstica. No entanto, o suspeito também cumpria pena pela morte de um vizinho, Severino Messias Santos. Ao consultar o Registro Judiciário Individual (RJI), o sistema apontou apenas o primeiro delito, omitindo a condenação por homicídio, o que resultou na expedição indevida do alvará de soltura.
Leia mais:
Vídeo mostra prisão de acusado de matar irmã e jogá-la em córrego
Delegada: comportamento dele é de um criminoso sexual em série
Acusado de matar irmã saiu da cadeia por erro no sistema do CNJ
Vídeo flagra acusado de matar irmã rondando estúdio de empresária
Acusado de matar irmã tenta suicídio no Fórum; juiz mantém prisão
Secretaria vai multar empresários por propaganda irregular
A secretária municipal de Ordem Pública de Cuiabá, Juliana Chiquito Palhares, afirmou que empresários responsáveis por propaganda irregular em postes e pontos de ônibus passarão a ser multados sem notificação prévia. A medida ocorre após a divulgação de um flagrante que mostrou cartazes de oferta de empréstimos sendo colados em estruturas públicas da região central da cidade.
O caso foi registrado pelo portal MidiaNews na última semana. As imagens mostram um homem colando diversos cartazes em um ponto de ônibus e em postes. A situação repercutiu nas redes sociais, onde leitores criticaram a prática.
Segundo a secretária, a Prefeitura passará a aplicar penalidades imediatas contra empresas ou serviços divulgados de forma irregular nesses locais.

“Passaremos a fazer as punições adequadas sem segundas chances, sem notificações. Vamos passar a multar e impor autos de infração para esses serviços ou empresas que forem anunciados de forma indevida nos postes e nos pontos de ônibus”, afirmou.
A propaganda irregular em postes e pontos de ônibus é considerada infração e pode resultar em multa de até R$ 4 mil. De acordo com Palhares, no caso mostrado na reportagem, o homem que colava os cartazes seria apenas um prestador de serviço contratado para realizar a atividade.
A secretária também afirmou que a Prefeitura pretende identificar os responsáveis pelo anúncio de empréstimos divulgado nos cartazes.
"Nós vamos buscar as informações dos dados cadastrais desse terminal telefônico, que é um celular, não tem um nome, não tem uma empresa constituída, mesmo porque esse tipo de serviço está à margem da lei”, disse.
Além da fiscalização, a Secretaria estuda medidas para que os próprios infratores arquem com a limpeza dos locais onde a propaganda foi fixada.
Leia mais:
Secretária diz que multará empresários por cartazes em pontos
Secretária denuncia ofensas de cunho sexual
A secretária de Planejamento Urbano e Habitação de Sinop e pré-candidata a deputada estadual, Scheila Pedroso (Podemos), afirmou estar sendo alvo de ataques de cunho sexual e pessoal após anunciar sua intenção de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. O desabafo foi feito em um vídeo publicado nas redes sociais no fim de semana.
Segundo ela, um homem passou a divulgar áudios com ofensas à sua honra, cerca de uma semana antes da publicação do vídeo. Em um dos trechos, o autor insinua que a pré-candidata teria mantido relações com diversas autoridades.
“Se eu conseguir o tanto de votos de gente que já pegou a tal da Sheila, aí eu estou rico, estou eleito, posso ir para prefeito. E é um eleitor selecionado: tem promotor, tem juiz, tem desembargador, tem bombeiro, tem policial”, diz o autor das ofensas.

Após participar de um evento partidário no sábado (7), em que abordou o tema da violência contra a mulher na política, ela relatou que o mesmo homem voltou a compartilhar novos áudios em grupos de mensagens da cidade.
Nas gravações, o autor também faz ofensas ao prefeito de Sinop, Roberto Dorner (PL), sugerindo que ele teria sido traído durante o relacionamento que teve com a secretária no passado. O conteúdo inclui ainda ataques a outras mulheres, inclusive já falecidas.
“O que está faltando para a gente ter uma sociedade que respeite as mulheres? [...] Quando não tem o que falar sobre o trabalho dela, sobre as ações que ela fez dentro do cenário político, o que resta é atacar a honra. Atacar a honra de mulheres, inclusive, que já nem estão mais aqui em vida. É algo que eu não consigo mais suportar”, afirmou a secretária.
A pré-candidata disse que esse tipo de comportamento caracteriza violência política de gênero e tem como objetivo silenciar mulheres que ocupam espaços de poder. Apesar das ofensas, Scheila declarou que pretende transformar o episódio em motivação para fortalecer sua atuação política e ampliar a defesa das mulheres.
O Podemos em Mato Grosso divulgou nota de repúdio aos ataques e reafirmou apoio à pré-candidata, classificando o conteúdo dos áudios como misógino e uma tentativa de silenciamento da participação feminina na política.
Leia mais:
Secretária denuncia ataques sexuais: "Não consigo mais suportar"
Desbloqueio de bens de empresários
O juiz Antônio Fábio Marquezini, do Núcleo do Juiz de Garantias - Polo de Cáceres, determinou, em uma decisão assinada nesta segunda-feira (9), o desbloqueio integral de bens e valores de empresários investigados na Operação Agro-Fantasma, após reavaliar as medidas cautelares adotadas no início da investigação.
Reprodução
No detalhe, os empresários Pedro Cardoso, Mário Assis e Sergio Assis, que tiveram bens desbloqueados
A investigação teve início após denúncia do produtor rural Silvano dos Santos, que afirmou ter sofrido prejuízo de cerca de R$ 70 milhões em negociações envolvendo grãos e aeronaves. Com base nessa acusação, foram determinadas medidas como bloqueio de ativos financeiros e apreensão de bens.
Com a nova decisão, foram liberados os bens dos empresários Pedro Henrique Cardoso, Mário Sérgio Cometki Assis e Sérgio Pereira Assis, além das empresas Imaculada Agronegócios Ltda e Santa Felicidade Agro Indústria Ltda.
O magistrado determinou o levantamento de todos os bloqueios realizados por meio do sistema Sisbajud, liberando os valores existentes nas contas bancárias dos investigados. Também foi ordenada a devolução de veículos apreendidos, de US$ 8,7 mil encontrados durante buscas e da aeronave Hawker Beechcraft G36 que havia sido sequestrada na operação.
Na decisão, Marquezini afirmou que documentos apresentados pela defesa e consultas patrimoniais feitas pelo Judiciário indicaram que os investigados possuem patrimônio suficiente, afastando o risco de insolvência ou de ocultação de bens apontado inicialmente pelo denunciante.
“Uma vez restabelecida a garantia da ordem econômica pela imobilização de patrimônio via sistemas judiciais, a manutenção da restrição de bens e bloqueios financeiros totais torna-se desproporcional”, destacou Marquezini na decisão.
O juiz também destacou que não foi comprovado risco de fuga, citando que a aeronave mencionada na denúncia está parada e à venda, sem registro de plano de voo.
Segundo ele, os empresários compareceram espontaneamente ao processo e apresentaram documentos que indicam pagamentos próximos de R$ 30 milhões ao denunciante e a terceiros indicados por ele.
A investigação teve origem na Operação Agro-Fantasma, deflagrada pela Polícia Civil com base na acusação de estelionato e associação criminosa, enquanto a defesa sustenta que o caso se trata de um desacordo comercial.
Leia mais:
Justiça manda liberar bens, dólares e aeronave de empresários
Alvo de golpe ameaçou "cortar cabeça" de trio; TJ impôs proteção
Produtor acusa grupo de estelionato e cita prejuízo de R$ 70 mi
Saiba quem são os empresários acusados de golpes milionários
Justiça torna prefeita ré por suspeita de fraude
A Turma de Câmara Criminais Reunidas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso aceitou denúncia do Ministério Público do Estado de Mato Grosso e tornou ré a prefeita de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalves da Silva (União), no âmbito da investigação da Operação Gomorra.
Gabriel Rodrigues/RDNews
Prefeita de Barão de Melgaço, Margareth Gonçalves da Silva (União)
A decisão foi tomada por unanimidade pelos desembargadores, que seguiram o voto do relator Hélio Nishiyama. O julgamento ocorreu no final do mês passado e o processo tramita em sigilo.
A Operação Gomorra foi deflagrada em novembro de 2024 pelo Núcleo de Ações de Competências Originárias para apurar suspeitas de fraude e desvio de aproximadamente R$ 35 milhões em licitações. Durante a operação, a prefeita foi alvo de mandado de busca e apreensão.
As investigações tiveram início após análise de processos licitatórios homologados pela Prefeitura com a empresa Centro América Frotas Ltda entre 2020 e 2024. Segundo o Ministério Público, o suposto esquema seria liderado pelo empresário Edézio Correa, que já foi réu colaborador da Operação Sodoma.
Conforme o Naco, outras empresas que participaram de licitações teriam como sócios integrantes da mesma família de Edézio, e algumas sequer possuíam atividade empresarial em funcionamento.
A análise de contratos também apontou diferenças expressivas de valores em contratações semelhantes, incluindo um caso em que houve aumento superior a R$ 9 milhões entre 2021 e 2022.
Além da prefeita, também foram alvos da operação familiares do empresário e sócios ligados a empresas como Pontual Comércio e Serviços de Terceirizações, Pantanal Gestão e Tecnologia e Saga Comércio e Serviço Tecnologia e Informática Ltda.
Segundo o Ministério Público, as empresas teriam firmado contratos com mais de 100 prefeituras e câmaras municipais de Mato Grosso e recebido cerca de R$ 1,8 bilhão nos últimos cinco anos, conforme dados do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso.
Leia mais:
TJ torna ré prefeita acusada de fraudes e desvios em licitações
Empresas receberam R$ 1,8 bi em 5 anos; seis são presos
MPE monta "organograma" de família suspeita de esquema; veja
STJ solta ex-delator, mas determina afastamento de empresas
Médicos são indiciados por morte de empresária
Dois médicos foram indiciados pela Polícia Civil de Mato Grosso por suspeita de homicídio culposo na morte da empresária Jéssica Santiago Souza, de 33 anos, durante procedimentos estéticos. O caso ocorreu em 17 de fevereiro, em Tangará da Serra.
Arquivo pessoal
Empresária Jéssica Santiago morreu durante procedimentos estéticos
A conclusão da investigação foi baseada em laudos periciais que apontaram uma perfuração compatível com instrumento cirúrgico no corpo da vítima. O exame necroscópico indicou que a causa da morte foi um pneumotórax bilateral, provocado por uma perfuração na parede torácica posterior.
De acordo com o delegado Gustavo Espíndula, o laudo apontou duas perfurações no pulmão causadas por um instrumento contundente, possivelmente a cânula utilizada em procedimentos de sucção de gordura durante a lipoaspiração.
Jéssica pretendia realizar três procedimentos estéticos combinados: cruroplastia, lipoescultura e aplicação da tecnologia Renuvion, usada para retração da pele. Conforme relato da família, as complicações começaram ainda no início da cirurgia, durante a lipoaspiração na região superior das costas.
A investigação foi aberta após pedido do marido da empresária. Durante o procedimento, ela apresentou instabilidade hemodinâmica, caracterizada pela falha do sistema cardiovascular em manter a circulação adequada de sangue pelo corpo.
O quadro evoluiu para uma parada cardiorrespiratória, resultando na morte da paciente. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que deverá avaliar o caso e decidir sobre as medidas judiciais cabíveis.
Segundo familiares, a empresária não possuía problemas de saúde conhecidos e havia realizado exames antes da cirurgia para garantir a segurança do procedimento.
Leia mais:
Polícia investiga morte de empresária durante cirurgias estéticas
Empresária teve perfurações no pulmão; médicos são indiciados
Entre no grupo do MidiaNews no WhatsApp e receba notícias em tempo real (CLIQUE AQUI).
|
0 Comentário(s).
|